CCJC: deputada é derrotada em votação e contesta decisão do colegiado

Na primeira reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC), realizada neste sábado (7), ocorreu a eleição da presidência da comissão. O deputado Vítor Frank (MDB) foi eleito presidente e o deputado Rubens Cantanhede (PP), seu 2º vice. Ambos eram os únicos candidatos aos respectivos cargos. Porém, a eleição para a 1ª vice-presidência foi bastante acirrada. Por um voto de diferença (9 votos a 8), o candidato avulso do Bloco Progressista, deputado Gabriel Moreira (PSD), derrotou a deputada Natália Santos (PT), indicada pelo Bloco. Cabe ressaltar que nenhum dos dois candidatos discursaram antes da votação.

 

Depois da apuração, a deputada Natália Santos, que não havia assinado a lista de presença da reunião, se dirigiu a frente de todos os presentes e contestou o processo eleitoral, solicitando a realização de novo escrutínio. Segundo a deputada, a organização foi rígida e confusa. Supostamente, ela foi informada de que a sessão seria em outra sala, motivo pelo qual se atrasou e perdeu o preenchimento da lista de assinaturas. “Foi justamente o meu voto, que seria em mim, que ficaria 9 a 9 e daria empatado. Muita gente votou branco e nulo porque não sabia quem era quem”. Ela afirmou que irá recorrer à decisão.

 

Da esquerda para a direita: dep. Vitor Frank (MDB), Secretário Carlos Jacomes, Rubens Cantanhede (PP) e dep. Natália Santos (PT) (Foto por Gabriela Beltrão)

 

Segundo o presidente da CCJC, Vítor Frank (MDB), “a Secretaria da Mesa me informou que sim, ela estava presente e teve a oportunidade de assinar.” Ele sugeriu à deputada que a mesma formule questão de ordem e apresente na próxima reunião da comissão. Como presidente da comissão, ele considera imoral declarar apoio a algum dos lados do conflito.

À reportagem, o eleito 1° vice presidente, deputado Gabriel Moreira, informou que o processo eleitoral deve ser respeitado. “Regimentalmente eu fui eleito. Independente do que possa acontecer na segunda-feira, eu compreendo todos os pontos da deputada [Natalia Santos], também me senti afetado em alguns aspectos, mas querendo ou não a eleição permanece. Da mesma forma como fui prejudicado, ela também foi, mas o resultado é único”.

 

Não ficou claro se a decisão de recorrer contra a votação veio do bloco ou apenas da deputada prejudicada. O deputado Gabriel Moreira acredita que a questão foi exclusiva da CCJC, e espera que o ocorrido não afete a relação entre os partidos do Bloco Progressista.

 

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