O parlamentar de primeira viagem

Entre aspirações e limitações.

A atividade política começa muito antes do início do mandato, assim como as articulações. No meio desse processo o parlamentar iniciante pode ficar um pouco perdido, ou não.
Pelos corredores da câmara encontramos deputados novatos e experientes, com diferentes aspirações em relação a sua participação nesta Casa. Entre os novos parlamentares muitos continuam tímidos ou se sentem inibidos enquanto alguns buscam se articular e participar da maneira mais ativa possível.
Sara Ellen (PR) que participa do projeto pela segunda vez, afirma que a experiência tem sido bem mais produtiva. Ano passado, quando ainda não estava familiarizada com o projeto ela sentia necessidade do apoio e orientação de quem já tivesse mais conhecimento do funcionamento de casa, e afirmou que muitas vezes oportunidades se restringem, que os mais velhos tomam as rédeas da situação, e que gostaria que a fala dos mais tímidos fosse instigada. Em uma reunião do bloco Progressista, Ana Luisa souza (PP) pediu para que as pessoas falassem mais e garantiu que todos ali deveriam se manifestar sem medo, pois têm muito potencial e o que dizer.
No entanto, entre os iniciantes do Politeia também existem articuladores e deputados que tomam posição de liderança. O deputado João Paulo Barros (PP) que, apesar de experiente em simulações similares, conhecia poucas pessoas do Projeto Politeia e ainda assim quase foi eleito vice-presidente da casa, mesmo sendo candidato avulso e sem fazer parte de um pré-acordo entre blocos. Perdeu por voto. Fato inédito em todo o Politeia.
Em contrapartida, existe um outro posicionamento, como o do Sr. Gabriel Bertochi (PMDB), que após votação da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias procurou a imprensa e em sua fala deixou claro sua posição sobre como os deputados deveriam se estruturar “É meu quarto politeia e eles me colocam uma criatura de primeiro mandato na liderança da minha comissão, sinceramente é algo bastante preocupante”.
Há casos em que deputadas e deputados preparados não têm seu potencial reconhecido ou respeitado. Eles têm a fala interrompida, são mudados de comissão constantemente (às vezes sem o próprio consentimento ou aviso prévio), têm suas opiniões desconsideradas e capacidade desvalorizada. Nem sempre ocorre de maneira mandatória, mas alguns deputados veteranos inibem os calouros. O Sr. Deputado Lucas Caravalhedo (PT) afirmou que tem sido uma experiência ótima e se sente respeitado no bloco e comissão, mas que gostaria de ter sido confiado a mais relatorias. A situação é pior quando um novo deputado tem posicionamentos divergentes ao seu bloco ou partido, como foi o caso de alguns na simulação deste ano.

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.