Parlamentares mantêm tradição e se vestem com tons de rosa

Parlamentares se vestiram com trajes sociais rosas na última quarta-feira

Na última quarta-feira (21), parlamentares foram convidados a usar a cor rosa em suas vestimentas. O convite foi feito através de uma nota oficial, publicada no dia anterior pela assessoria de imprensa do presidente da Câmara, deputado federal Matheus Freitas (MDB/GO).

Em nota, Freitas disse que a intenção é promover o respeito à diversidade, igualdade de gênero e o combate à LGBTQIA+fobia. Além disso, o presidente da Casa ressaltou a importância desse tipo de ação para possibilitar uma maior integração entre os participantes. “Acredito que até então, em respeito ao trabalho que eu e os demais líderes construímos, conseguimos tornar o projeto um ambiente acolhedor e estamos aqui procurando fazer a melhor simulação possível”, declarou.

Questionado sobre o assunto, Vinícius Ruiz, coordenador geral do Politeia, nos contou um pouco mais sobre como se deu essa mesma homenagem em outras edições da simulação. Ele disse que não sabe exatamente quando a tradição teve início, mas que ela tem ocorrido seguidamente desde 2018. Além disso, Ruiz acredita que esse tipo de homenagem é algo bastante positivo, capaz de criar uma identificação, pois movimenta os participantes a estarem em prol de um único movimento. Apesar do formato inteiramente digital, ele crê que isso ajuda a descontrair o ambiente e aproximar as pessoas. “No meio virtual, aparecemos apenas da cintura para cima e, por isso, não há aquele impacto todo que havia antes. Mas, ainda assim, muitos parlamentares utilizaram rosa”, disse o coordenador geral do Politeia.

Em concordância com Vinícius Ruiz, o deputado federal José Rodrigo Salgueiro (DEM/RJ) defende que essa ação reforça a união entre os simulantes. Além disso, o parlamentar afirma que optou por participar da homenagem após entender que se tratava de uma forma de se posicionar contrariamente ao preconceito.

A deputada Juliana Braúna (PSL/RS) ressaltou a importância da iniciativa para interação entre os simulantes, mas lamentou o fato de poucos terem aderido nesta edição. “Acredito que é uma forma de interagirmos uns com os outros. Só achei que não foi muito divulgado, visto que diversos deputados não estavam com a vestimenta proposta por falta de conhecimento do movimento”, disse. 

Por fim, a deputada Tabita Marquete (PT/SP) ressaltou ainda a promoção do respeito e igualdade de gênero. “Como foi uma ação que também promoveu a igualdade de gênero, eu espero que assim siga durante as sessões no Plenário, que as mulheres possam ser ouvidas sem interrupção e que a Casa respeite o nosso momento de fala. Espero que essa prerrogativa do respeito e da igualdade continue durante as sessões. Acho que o Matheus fará um ótimo trabalho nesse sentido”, afirmou.

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