Quando o Politeia realmente começa?

Sobre Blocos e articulações entre os deputados
Os preparativos da organização começaram cerca de um ano antes, mas e a preparação entre os participantes? A simulação se dividiu em dois blocos: Chá das 5 e Progressista, mas a articulação entre os participantes começou no ano anterior. No final da edição de 2016, os deputados conversavam entre si, debatendo inclusive sobre arranjos e a candidatura à presidência da Casa. No último dia 15 o colégio de líderes se reuniu a fim de formalizar os acordos realizados em reuniões anteriores e extra-oficiais.
O Chá das 5, alusão ao ‘tea party’ norte americano e a tradição inglesa, representa um grupo de seis partidos com tendências à direita e teve sua criação no ano anterior, quando compunha um grupo de apenas cinco partidos. Esse ano o bloco é composto pelo PSDB, PR, PP,DEM e PRB.
O bloco Progressista, formado pelo PT, PMDB, PSB, PDT e PSD foi inaugurado esse ano mas tem sua origem ligada ao bloco de esquerda da simulação anterior, o Primavera na Laje. Segundo o deputado Caio Paixão (líder do PMDB) o bloco acredita na visibilidade do projeto e também tem como objetivo divulgar o debate de suas pautas a um público externo.
Assim como na câmara dos deputados, no Politeia os blocos tem como objetivo a junção de partidos em torno de ideias ou até de um projeto comum ou apoio à candidaturas. Quando um partido opta por fazer parte de um bloco seu líder perde suas atribuições e prerrogativas regimentais, sendo essas agora destinadas ao líder do bloco.
Tendo em vista que a simulação de 2016 foi marcada por hostilidade, na tentativa de evitar que isso voltasse a ocorrer, os líderes dos blocos Ludimila Brasil, pelo Progressista (PT) e Pedro Leal (PRB), pelo Chá das 5, se reuniram anteriormente a fim de negociar a liderança e cargos nas comissões e manter a boa convivência e o respeito. O encontro do colegiado de líderes tinha a função de dividir as presidências das Comissões, já que a composição das mesmas é proporcional ao número de deputados no bloco. Mas o resultado final da presidência e demais cargos fica decorrente da autonomia de cada candidato presente na votação da comissão, que pode seguir ou não a indicação do seu bloco – podendo se lançar candidato de modo avulso.

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