Relembre quem foram os líderes e vice-líderes partidários eleitos

A decisão dos nomes de líderes e vice-líderes dos partidos foi marcada por acordos e negociações prévias entre os parlamentares

Por Millena Brasil, Kássia Leandra, Joyce Amorim e Nalíni de Oliveira


A 16ª Legislatura do Projeto Politeia teve seu primeiro momento decisivo durante as eleições dos líderes e vice-líderes partidários. A votação ocorreu em 11 de junho (sábado), na Universidade de Brasília (UnB), e contou com a participação remota e presencial de 96 parlamentares. 

O clima da votação foi dividido entre discordância e conformidade entre os membros dos partidos. Em algumas siglas, as deliberações tiveram discussões acirradas, já em outras, as decisões foram unânimes e pacíficas. Confira quem são os líderes e vice-líderes eleitos:

O Partido Liberal (PL), com o maior número de representantes na Casa, elegeu Guilherme Santos (PL/RJ) para a liderança e Rafael Filgueira (PL/MG) para a vice-liderança. 

O Partido dos Trabalhadores (PT) escolheu Camila Beda (PT/RJ) como líder e Ricardo Fantacini (PT/SP) como vice-líder. O deputado Guilherme Peres (PT/SE) afirmou que a definição foi feita de forma unânime e em conjunto. 

Ainda segundo Peres, as pautas prioritárias da sigla serão igualdade racial e paridade de gênero nos cargos de comissão e nas autorias dos projetos de lei. O parlamentar também disse que o PT espera ser um partido que dê voz aos parlamentares e para todos que representam. 

No União Brasil (UNIÃO), Lucas Tomas (UNIÃO/SP), líder, e Victor Rattes (UNIÃO/SP), como vice-líder, foram eleitos por unanimidade. A deputada Ynaê Curado (UNIÃO/GO) disse que a escolha foi unânime e que houve acordo precedente à votação. Segundo Curado, o União discutirá pautas como saúde e direitos indígenas. 

O Partido Social Democratico (PSD) elegeu Jhonatan Anfilofev (PSD/MT) e Luiz Eduardo Santana (PSD/GO). O primeiro ocuparia a liderança do partido e o segundo, a vice-liderança. Contudo, dias após a deliberação, a sigla optou por novas lideranças e escolheu Marcos Paulo Diniz (PSD/MA), para o cargo de líder, e Alexandre Russo (PSD/SP), para vice-líder.

Duas chapas concorreram ao cargo de liderança do Partido Social da Democracia Brasileira (PSDB). Conforme parlamentares da sigla, houve uma coalizão entre as chapas, colocando o líder da Chapa 1, Matteos Di Lucca (PSDB/PB), como líder unificado e a líder da Chapa 2, Maria Eduarda Campos (PSDB/BA), como vice-líder unificada.

Di Lucca afirmou que a coalizão não será um empecilho para a unificação e defesa do interesse de todos os membros do partido, e sim, uma força maior, visto que a representação de interesses está muito mais equilibrada desta forma. 

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) elegeu Júlia Valentin (PSB/SP) como líder e Cristina de Menezes (PSB/PE) como vice-líder. Segundo a deputada Mariana Massoni (PSB/TO), a escolha foi unânime e acordada posteriormente. 

Ao Jornal O Politeia, Menezes assegurou que, acompanhada por Valentin, procura fazer um mandato horizontal, com foco em questões de gênero e na presença das mulheres nos diversos âmbitos da sociedade.

No Partido Democrático Trabalhista (PDT), Luca Cechinel (PDT/RJ) foi escolhido como líder e Francielle Pains (PDT/MG) como vice-líder. 

No Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), a chapa era única e a escolha foi consensual. Os parlamentares da sigla deram apoio à candidatura de Marcelo Henrique (PSOL/PI), para ocupar a liderança, e João Mota (PSOL/AM), para a vice-liderança.

Mesmo em meio às discussões entre membros, o Partido Novo (NOVO) elegeu o deputado Isaías Cândido (NOVO/BA) como líder da sigla, junto a Poliane Corrêa (NOVO/BA), como vice-líder. Apesar disso, a vice-liderança foi recém-assumida pelo deputado Matheus Nunes (NOVO/RS). A redação apurou que há possibilidade de ruptura no partido caso não haja consenso quanto à formação de blocos, projetos de lei e outras pautas.

Acordos e negociações

Após a votação, os deputados eleitos se reuniram no colégio de líderes e, posteriormente, participaram das reuniões das bancadas regionais. Com isso, surgiram os rumores de acordos para a formação de possíveis blocos partidários e negociações entre aliados para a presidência da Casa. Mesmo assim, alguns parlamentares afirmaram que precisam se reunir para uma melhor correlação entre os partidos. 

Falta de representatividade

A coletiva de imprensa foi marcada por um acontecimento significativo. O momento de perguntas foi interrompido para que a deputada Cristina de Menezes, vice-líder do PSB, e Rayssa Cavalcante, parlamentar do PT, também ocupassem a mesa que era, até aquele momento, ocupada apenas por homens. A questão preocupa siglas progressistas e o debate sobre o tema deve permanecer nas próximas ocasiões da legislatura. 

Compartilhe: