Uma comissão notadamente feminina

Deputadas na Comissão de Educação

Com grande presença feminina, reuniões da Comissão de Educação (CE) têm contado com debates fluidos, sérios e que têm colaborado para o bem comum do povo brasileiro nos mais diversos âmbitos.

Em entrevista, a deputada Melissa Bitencourt (PT) informou estar sendo muito aceita na comissão e que isso a tem feito sentir-se muito bem. Ela enfatizou que a Comissão de Educação tem sido muito receptiva para com ela.

A deputada considerou ser uma comissão com muitos projetos extremamente importantes por versarem sobre questões não apenas ligadas a educação, são essas relacionadas a direitos humanos, cultura e com outras comissões como a CDEICS e CDHM, por exemplo. Destacou também que a comissão está priorizando projetos que passarão por outras comissões.

Para a deputada, a Comissão de Educação conta com uma postura diferenciada das outras comissões, por não possuir discussões partidárias e necessariamente ideológicas. Ela ressaltou que a CE “não tem tantas discussões, nem tantos embates entre partidos”, pois os membros da comissão, de modo geral, buscam pelo interesse comum.

Quanto aos colegas (homens) de comissão, considerou serem todos muito educados, possuírem base quando falam, contudo, reiterou que “nem sempre concordo com a palavra de todos, mas a maioria demonstra embasamento no que diz”.

Questionada sobre a grande presença feminina na comissão, Bitencourt acredita que “o olhar feminino traz mais honestidade e mais franqueza à comissão”, porém, afirma não ser via de regra para postura adotada pelas parlamentares, porque essa depende do caráter do indivíduo.

A mesma deputada teve seu projeto de lei (PL nº 032/2018) votado na comissão na ultima segunda-feira (16).

Maria Eduarda de Jesus (PR), demonstrou seu descontentamento quanto à composição da presidência da comissão, por esta ser composta apenas por homens quando se tem muitas mulheres compondo a CE, no entanto, enfatizou que esse não tem sido um fator negativo para o bom andamento dos debates.

Por ser uma deputada de primeira viagem, ela afirma estar bem à vontade por ser mulher e estar tendo espaço para expor suas ideias e posições durante os debates.

A deputada Heloisa Ribeiro (PT) informou estar se sentindo muito incluída na comissão, ressaltando seu vínculo com a educação, por ser de família composta por pedagogos.

Em relação aos projetos de lei discutidos em reunião, demonstrou grande contentamento com as temáticas que estão sendo abordadas, por tratarem de questões que exigem sensibilidade e compreensão. Afirmou também que a presença feminina leva à comissão uma visão mais sensível e cuidadosa em temas que necessitam dessa atenção. Completou salientando o cuidado que os presidentes da comissão têm tido quanto a respeito e direito de fala das parlamentares.

Para a deputada, a grande presença feminina tem deixado outras mulheres mais à vontade para participar dos debates e se posicionar na comissão.

A deputada Julia Costa (PSD) informou ter passado por outras comissões e ter percebido uma diferença em relação à CE, informando que a comissão tem tido debates muito ricos e focados nos temas e projetos tratados, completando que o respeito tem sido presente em todas as discussões. Sobre o diferencial da presença feminina, a possibilidade de dar voz às mulheres tem colaborado para o bom andamento da Casa e também do poder público, pois é necessário que haja cada vez mais representatividade.

Costa saudou as deputadas Natalia Martins (PP) e Amanda Fortaleza (PR) como sendo figuras importantíssimas que se posicionam e defendem seus ideais com maestria na comissão.

Dep. Amanda Fortaleza (PR) ao centro fazendo uso da palavra em reunião de comissão. (Foto: Fernanda Arai)

Mulheres na presidência das comissões
Três das sete comissões do Politeia 2018 são presididas por mulheres. A deputada Jamille Guedes (PR) preside a Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF), a deputada Lara Malta (MDB) comanda a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) e a deputada Betania Alves (PSDB) é presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI).

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