Vitória Eufrásio é a nova líder do DEM

Ao final da coletiva de imprensa, realizada na tarde de quarta-feira (24), o então líder do Partido Democratas, deputado Mateus Oliveira (DEM/SP), declarou abrir mão da liderança do partido para que a vice-líder Vitória Eufrásio (DEM/PR) assuma o cargo. 

O motivo da decisão do deputado Oliveira decorre dos embates enfrentados pela bancada feminina durante sessões de comissões da Câmara. Principalmente, nas reuniões da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). O acordo entre os dois já havia sido feito, no início da semana, com o principal objetivo de garantir uma representatividade feminina.

O deputado Mateus Oliveira e a deputada Vitória Eufrásio perceberam que “muitos dos projetos levados ao Plenário estão ligados a pauta feminina”. Tendo em vista a prerrogativa de líder para se pronunciar, o deputado Oliveira tomou a iniciativa, acreditando ser esta uma oportunidade positiva, tanto para a bancada feminina, quanto para a deputada Vitória Eufrásio. Segundo o ex-líder, a mesma tem muito a acrescentar nos debates e votações. A iniciativa do deputado foi acatada por todo o partido. 

“[A deputada Vitória] é uma pessoa de extrema confiança e eu sei que vai fazer um papel exemplar dentro da liderança (…) tenho certeza que assumirá a liderança de uma forma bem pragmática e pretendo seguir toda orientação dada por ela”, declara o ex-líder Mateus Oliveira. 

Para a deputada Vitória Eufrásio, a iniciativa do deputado Oliveira e a decisão do partido de acatar foram de extrema importância. Declara ainda que, juntamente a ela, a deputada Joana Figueiredo (DEM/PR) assume como vice-líder. Caso, a líder não possa comparecer ao plenário a representatividade feminina continuaria firme com a eventual liderança da deputada Joana. 

A atual líder do partido aponta que a bancada feminina tem incentivado os partidos a darem preferência ao pronunciamento das mulheres. Eufrásio ainda parafraseia a ilustre fala da deputada Marcella Pellegrine (PSD/GO) “O legislativo e a política é lugar de mulher sim”. Além disso, a deputada declara que isso será reforçado dentro do Plenário. 

“As mulheres, muitas vezes, falam de forma incisiva, principalmente na política, e são interpretadas como grosseiras, mandonas e desrespeitosas. Mas, na verdade, estão apenas tentando ter sua voz escutada. Isso será muito trabalhado nesses dias de plenário e vamos incentivar para que mais partidos façam isso também”, concluiu a deputada. 

Dentre as pautas discutidas no Plenário estão: legalização do aborto, prevenção da prática de violência obstétrica, políticas públicas no âmbito da saúde sexual de mulheres homossexuais ou bissexuais, entre outras. 

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